Falo de velho: ab ovo,
velho sem posteridade
que nasceu um nado-morto
ou foi tão só um aborto,
um velho assim, sem idade.
Falo de velho de novo
e que atinge a novidade
mal se quebra a casca d'ovo.
Falo de velho com dor,
dói acolá, dói aqui,
como se fosse um tenor
desde o dó até ao si.
E digo até desse velho,
um velho sereno e sábio,
biblioteca, conselho,
que pode ser alfarrábio.
(Todos os velhos de agora,
todos os velhos futuros
foram novos, e hora a hora
lá cairão de maduros).
Posso falar de cegueira
e também de estupidez
e chegar, ficar à beira
de perder a lucidez.
Domingos da Mota
publicado também no blogue Vidráguas
Muito bom Domingos !
ResponderEliminarÉ bom ter vc por perto a fazer poesia de tão boa qualidade!
Obrigada
bj
Gi
Conto com (ess)a perda da luz...
ResponderEliminarFelicidades, DM!
Querido Poeta, estarmos linkados aos teus versos nos faz muito bem, a Poesia em Vidráguas agradece!!!
ResponderEliminarUm beijo amigo e carinhoso.