16/05/2011

[O nó cego]

O nó cego
que nos ata

e a pressão
do garrote:

se um diz
esfola,

o outro,
mata -

tal a pressa
de ir ao pote.

Domingos da Mota

4 comentários:

  1. grande da mota. que bom ver a participação de ungaretti.

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  2. Caro Júlio,

    Dadas as circunstâncias, antes fosse de Ungaretti, e com o maior dos prazeres poria no poema as aspas, nesse caso, necessárias. E já agora, o poema não teria sido publicado aqui, mas no blogue onde vou editando alguns dos melhores e verdadeiros poetas que me é dado ler.
    Obrigado pela visita e pelo comentário.

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  3. E sou testemunha de tua devida vénia em Fogo Maduro, onde sempre nos apresenta grandes poetas...mas, indiretamente Julio te homenageia, pois Ungaretti é um muito bom de ser lido.

    E a pressão de ir ao pote, muitas vezes, nos sufoca e muito.

    Beijos, boa semana.

    Carmen.

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  4. Cara Carmen,

    Este é um poema de circunstância, daqueles a que Alexandre O'Neill chamava "com endereço". Quanto ao comentário do Júlio Saraiva, entendi-o como um motivo de satisfação por ter em epígrafe, neste blogue, dois versos de Giuseppe Ungaretti, até porque o Júlio, em tempos, ao que me disse, traduziu alguns poemas do poeta para a nossa língua, e conhece certamente a sua obra bem melhor do que eu.

    Obrigado,

    DM

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